Mostrando postagens com marcador Twitter. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Twitter. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de abril de 2014

São todos macacos de imitação ou papagaios de pirata, podem escolher!

A essa hora você já deve conhecer o motivo do surgimento da hashtag #SomosTodosMacacos. Bem, se não conhece, vou fazer um breve resumo para que entenda o post.
No jogo deste domingo entre Villarreal e Barcelona, válido pelo Campeonato Espanhol, um torcedor* resolveu tacar uma banana em campo, antes do Daniel Alves, jogador brasileiro do Barcelona, bater um escanteio, e este ato foi registrado pelo árbitro da partida na súmula. Daniel Alves resolveu a questão de uma forma louvável, foi lá e comeu a banana, não dando nenhuma bola para o ato ofensivo. O ato do Daniel Alves pode ser visto no vídeo abaixo.
E o que aconteceu depois? O Neymar, também jogador do Barcelona, que estava contundido, resolveu postar uma foto, com seu filho, como uma banana e com a hashtag #SomosTodosMacacos e seus equivalentes em outros idiomas. Com isso, começou uma enxurrada de fotos de jogadores, famosos e anônimos, comendo ou apenas segurando uma banana, e utilizando a mesma hashtag, como forma de apoio ao Daniel Alves.
Foto do Neymar com a banana, em seu perfil no Instagram.
Fonte: Reprodução/Instagram/neymarjr.
No Brasil, a presidente Dilma, por meio de seu Twitter oficial, aproveitou para mostrar apoio ao Daniel Alves, promover a Copa do Mundo e afirma que a campanha contra o racismo será um dos temas durante o evento.
Tweets do perfil da presidente Dilma sobre o ocorrido.
Fonte: Reprodução/Twitter/dilmabr.
Mas seria algo até aceitável, caso tal campanha não tivesse sido criada por uma agência de publicidade e que um determinado famoso já tivesse camisa prontas, em estoque, para a venda. No final, são todos otários!

Se vocês são macacos de imitação, o problema é de vocês!
Me considero uma pessoa que consegue pensar por conta própria, que consegue ir do micro ao macro, ou o inverso, sobre um assunto. Algumas vezes demoro um certo tempo para formar uma opinião, exatamente por buscar analisar vários aspectos. Em outros casos, já tenho certo posicionamento e fica mais fácil de me expressar. E foi esse o caso!
Não me impressionou a velocidade em que a hashtag subiu em popularidade e uso. O que me impressionou foi a demora na desmoralização da mesma. Se bem me lembro, só fui ver piadas zuando a hashtag e a campanha no dia seguinte, ou seja, hoje. Segue um exemplo abaixo.
Zuaeira com a banana ou com os macacos de imitação?
Fonte: Reprodução/Facebook/Bode Gaiato.
A imagem representa bem o comportamento médio do povo brasileiro. Aquele que segue tendências sem nenhuma reflexão sobre o fato, que acha que se um famoso lançou uma campanha, esta deve ser boa e deve segui-la sem muita preocupação. E se reparar bem, é esse mesmo ser que fala sobre a tal manipulação da mídia golpista que ajudará os militares a dar o golpe e implementar uma ditadura no país. Mas ele fala isso porque foi condicionado a ter tal atitude. Não adianta reclamar deles, pois boa parte já não tem recuperação, o máximo que pode acontecer é inverter de lado e a se posicionar contrário a certas coisas e atitudes até então defendidas por estes.

Preconceito seletivo, mais comum do que se imagina
Quem se lembra do caso do jogador Tinga, do Cruzeiro, em um jogo no Peru pela Libertadores. Foi mais um caso de tentativas de ofensa com base em racismo. Vi muitos jornalistas falando que não entenderam a atitude dos torcedores peruanos, pois estes sofrem com o preconceito racista em outras partes do mundo. Estes jornalistas só se esqueceram que certos atos não são acompanhados de coerência. Se perceberem que emitir barulhos similares a um macaco desestabiliza o jogador, eles irão fazer o barulho toda vez que o jogador tocar na bola.
Lembro que teve um debate sobre racismo e preconceito. Então, torcedores do Atlético Mineiro lembraram que torcedores do Cruzeiro ofendem o jogador Richarlyson, com base em sua suposta homoafetividade, mas que não é a realidade. E esse assunto me lembra o vídeo abaixo, do canal Galo Frito.
Aproveito para deixar alguns questionamentos: Até que ponto vai o humor? Onde o humor vira ofensa? Quando a ofensa vira preconceito? E para encerrar este trecho, fica o link para a Escala de Allport.

Era uma questão de tempo até tacarem uma banana em campo
Na época do debate sobre o racismo contra o Tinga, apareceram muitas reportagens comentando casos semelhantes. Em alguns, torcedores tacavam bananas em direção de certos jogadores em campo. Alguns desses casos ocorreram com o jogador Roberto Carlos, lateral esquerdo, que já foi vítima de tais atos em vários países. E o que ele fez em uma dessas situações? Ele se retirou de campo indignado com a tentativa de ofensa. Ou seja, os torcedores conseguiram atingir o objetivo de desestabilizar o jogador alvo. Se tal ato irá ser punido ou não, já é outra questão.
Então bastava aos idealizadores da campanha, lançada por meio do Neymar, esperar acontecer um ato desses com um jogador brasileiro e correr para o abraço.
Uma leve zuada com a campanha!
Fonte: Reprodução/Facebook/Liberalismo da Zoeira.

Quem paga a conta pelos atos dos imbecis?
A esquerda adora relativizar a culpa de alguns atos, praticamente coletivizando a culpa. Assim, a culpa nunca é do indivíduo, mas da sociedade ou de um grupo, a escolha da ideologia. Para a esquerda, só será útil culpar apenas uma pessoa, quando esta estiver atrapalhando sua imagem ou seu caminho para o poder.
No caso do Daniel Alves, o culpado era um torcedor, que foi devidamente identificado e banido, não podendo entrar no estádio El Madrigal, do Villarreal. Desta forma, entendo que o clube não mereça nenhuma punição.
Outro caso que chamou a atenção esses dias, foi sobre os comentários racistas do dono da franquia do time de basquete Los Angeles Clippers, Donald Sterling. A National Basketball Association (NBA), resolveu bani-lo, de modo a proibi-lo de ter qualquer contato com a NBA, seja por meio do time ou de outra forma. Por funcionar por um sistema de franquias, podem ocorrer alguns problemas, mas a NBA já se posicionou a favor de buscar a Justiça para cortar qualquer vínculo com este indivíduo. Desta forma, a NBA busca punir o indivíduo, e não o time.
Considerando que a venda do clube só será forçada se 23 donos, de 30 times/franquias, votarem a favor desta atitude. Com a venda do time ele ainda irá ganhar dinheiro, pois desde a compra, o time se valorizou muito. Porém, é melhor ele ter o dinheiro com a venda do que permanecer como dono de um time e criar um mau estar maior na liga.
Mas e no Brasil? O que acontece? Praticamente nada! Quando ocorrem casos de briga entre torcidas, e quando os torcedores envolvidos na briga são identificados, eles ficam presos por alguns dias, quando são presos. Ai entra a morosidade da Justiça brasileira e tudo vai se arrastando. Enquanto isso, os brigões voltam aos estados e se envolvem em mais casos de brigas.
Assim, pode-se dizer que o Brasil está muito atrasado em praticamente tudo, desde a identificação até a punição efetiva dos envolvidos. E não adianta fazer campanha com hashtags bonitinhas não, pois na semana seguinte já tem algum fato para mudar o foco.

E os argentinos, poderão chamar os brasileiros de macaquitos?
Então, o título dessa parte do texto já quebra essa campanha né? Afinal, se um argentino chamar um brasileiro de macaquito, vão se ofender né? Outra coisa, a visão do Brasil e do brasileiro ainda tem seu estereótipos pelo mundo, e fazer campanha se igualando a macacos não ajudam muito!
Tirinha sobre estereotipização do brasileiro.
Fonte: Reprodução/Facebook/Brasilball.
Como sempre alerto, as pessoas devem pensar nas consequências dos atos que praticam. E quem idealizou essa campanha deve ter achado algo muito inteligente, mas se esqueceu de vários aspectos. Agora o estrago já está ai.
Mais uma zueira com a campanha?
Fonte: Reprodução/Facebook/Brasilball.

Recomendação de textos sobre o assunto
Além dos textos linkados acima, os textos abaixo serviram de inspiração para alguns pontos abordados no meu texto, mas recomendo a leitura dos mesmo, pois não quero macaquinhos de imitação falando que copiei alguém. E sem esquecer que, o que escrevi aqui é a minha opinião, se convergem para o mesmo sentido dos textos recomendados, não significa que eu os tenha copiado!
Flertando com o desastre: Somos todos macacos.
#nãosomosbananas
Além destes textos, alguns comentários postados por amigos ou perfis no Facebook também contribuíram para que eu tivesse paciência de escrever esse texto, mas a preguiça me impede de linkar todos aqui. Mas fica o meu agradecimento a todos que se posicionaram, seja os que defenderam a hashtag e a campanha, ou os que se posicionaram contrários a toda essa palhaçada.

* Alguns irão reclamar de chamar tais pessoas de torcedores, mas não vou ficar relativizando termos nesse texto, isso pode ficar para outra oportunidade. Aqui vou me referenciar essas pessoas como torcedores mesmo.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Paulo Ghiraldelli Jr. e a filosofia esquerdista

É bem provável que você já tenha se informado sobre o ocorrido entre o filósofo Paulo Ghiraldelli Jr., professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), e a jornalista Rachel Sheherazade, apresentadora do SBT Brasil. Se ainda não sabe, vai um breve resumo.
O Sr. Ghiraldelli teria desejado (e explico o motivo do 'teria desejado' mais a frente), em seus votos para o ano novo em seu perfil do Facebook, que a Sr.ª Sheherazade fosse estuprada, como pode ser visto na imagem abaixo.
Supostos votos para 2014 do Sr. Ghiraldelli para a Sr.ª Sheherazade.
Fonte: Reprodução/Facebook. 
Após tais mensagens, foi postado no perfil do Sr. Ghiraldelli a seguinte mensagem:
Suposta motivação para tais votos.
Fonte: Reprodução/Facebook.
Então, ao ser questionado pela Sr.ª Sheherazade pelo Twitter, o Sr. Ghiraldelli afirmou que não havia utilizado o seu perfil do Facebook e que a postagem não seria dele.
Resposta do Sr. Ghiraldelli ao tweet da Sr.ª Sheherazade.
Fonte: Reprodução/Twitter.
O que se seguiu foi uma onde de tweets do Sr. Ghiraldelli com várias alegações, hora afirmando que não faz esse tipo de "brincadeira", hora falando que não tinha sido ele, e em alguns tweets pedia de desculpas a Sr.ª Sheherazade, pois era seu nome que estava em pauta, e que ao escrever publicamente deveria arcar com este, por isso reiterava os pedidos de desculpas inúmeras vezes. E em um desses tweets, ele alega que havia sido hackeado.
Sr. Ghiraldelli alegando que havia sido hackeado.
Fonte: Reprodução/Twitter.
Este é um dos motivos que estou escrevendo com o benefício da dúvida pro Sr. Ghiraldelli, mas até que se prove quem escreveu tais posts ele é inocente. E quem tem meios de provar a autoria é a Polícia Civil ou a Polícia Federal, através de seus corpos técnicos especializados em crimes na internet, fato lembrado pela Sr.ª Sheherazade em um de seus tweets sobre o caso. A Sr.ª Sheherazade anúncio publicamente que irá processá-lo e que quem irá julgá-lo será um juiz e não ela. Porém, a denúncia de incitação ao crime, Art. 286 do Código Penal, reproduzido a seguir, deve ser feito pelo Ministério Público (MP) por se tratar de um crime contra a paz pública.
Incitação ao crime
Art. 286 - Incitar, publicamente, a prática de crime:
Pena - detenção, de três a seis meses, ou multa.
Sr.ª Sheherazade bem lembrou ao Sr. Ghiraldelli um "pequeno" detalhe, que algumas pessoas parecem desconhecer ao se pronunciarem diante o ocorrido.
Uma pequena recordação ao Sr. Ghiraldelli.
Fonte: Reprodução/Twitter.
Agora é esperar para ver o que acontecerá sobre o ocorrido. E espero que a Sr.ª Sheherazade não descanse enquanto não ver a Justiça sendo feita, pois alguém cometeu um crime, e este alguém deve ser punido com o rigor da Lei. E caso alguém queira ver mais alguns tweets sobre o caso, podem encontrar vários no blog do Felipe Moura Brasil.

Seriam apenas hackers que gostam de utilizar o perfil do Sr. Ghiraldelli?
Como falei acima, é necessário se encontrar o culpado pela incitação ao crime de estupro contra a Sr.ª Sheherazade, e a alegação do Sr. Ghiraldelli de que teve o perfil hackeado deve ser apurada. Mas vejamos algumas mensagens presentes no perfil do Twitter do Sr. Ghiraldelli (pelo menos estão lá até o momento em que escrevo aqui, nunca se sabe quando estas podem sumir misteriosamente né?), já que este Sr. desativou as suas contas no Facebook, impossibilitando a verificação de mais mensagens carinhosas as pessoas que ele tanto aprecia e admira, não tenho motivos a não acreditar que possa apagar estes tweets.
O Sr. Ghiraldelli alega que não ter motivos para ofender a Sr.ª Sheherazade, mas não parece ser esse o caso do tweet de 28 de março deste ano, reproduzido abaixo. Talvez algum hacker tenha invadido a conta deste Sr. e postado tal mensagem e imagem.
Tweet do Sr. Ghiraldelli de 28 de março de 2013.
Fonte: Reprodução/Twitter.
Em um tweet de 17 de setembro de 2013, o Sr. Ghiraldelli parece exercer seu direito filosófico de extrapolar a liberdade de expressão ao se referir ao Deputado Marco Feliciano. Admito que não sei o motivo de tal mensagem, mas creio que o Sr. Ghiraldelli não recorra a tais brincadeiras né?
Tweet do Sr. Ghiraldelli de 17 de setembro de 2013.
Fonte: Reprodução/Twitter.
Creio que ao procurar no perfil do Twitter deste Sr., talvez fosse possível encontrar mais mensagens afetuosas a estas ou mais pessoas a quem deve admirar né? Admito que não sei quais são as motivações do Sr. Ghiraldelli com tais mensagens, mas que acaba por se mostrar contraditório com a alegação de que não teria motivos para ofender a Sr.ª Sheherazade.
Este Sr. tem todo o direito de discordar de quem quiser, mas deveria se lembrar que existem algumas pequenas regras de conduta, mesmo que impostas pelas Leis deste país. Ou será que existe um grupo de hackers que gosta de invadir seus perfis em redes sociais e divulgar coisas em seu nome? Bem, talvez seja o caso do Sr. Ghiraldelli acionar a Polícia quando suspeitar de crimes contra sua pessoa, talvez lhe poupasse o constrangimento pelo qual está passando. Ou não acredita no trabalho da Polícia e por isso prefira o risco de se acusado por algo que não cometeu?

A filosofia esquerdista
O meu primeiro post neste blog foi sobre o ocorrido entre o Deputado Jean Wyllys e um cidadão comum. Um breve resumo: o Sr. Valmir Cesar enviou uma mensagem ao Dep. Jean Wyllys, que o respondeu, talvez de uma forma não tão digna, chamando o Sr. Valmir de "negro gordo" e alegando que seria burrice ele se opor ao Projeto de Lei (PL) 122, devido a ser integrante de minorias discriminadas no país. Foi acusado de racismo e procurou se defender dos ataques com um pronunciamento através da Carta Capital.
Um caso de racismo seletivo é o que ocorre contra o Ministro Joaquim Barbosa, registrado de forma brilhante pelo Flávio Morgenstern em "O racismo petista contra Joaquim Barbosa no Twitterno Implicante.org. Assim, o que pode-se perceber é que em determinados momentos o racismo parece ser válido contra determinadas pessoas, seja para atacá-las ou para demonstrar como elas fazem parte da minoria que devem ser defendidas pela esquerda.
No caso do Sr. Ghiraldelli, ele também alega defender minorias, o que o impossibilitaria de cometer tal ato bárbaro de incitação ao crime de estupro, e que talvez por praticar tal nobre ato de defender as minorias o estejam atacando.
Seria um ataque ao defensor das minorias?
Fonte: Reprodução/Twitter.
Talvez possa ser uma feminista mais extrem... quer dizer, atuante e que ache que não precisa da ajuda de um homem para atuar a favor das minorias, digo, mulheres e pretende afastar o Sr. Ghiraldelli da mídia, mas que esteja dando errado e o dando cada vez mais popularidade.
Ataques vazios e motivações sombrias...
Fonte: Reprodução/Twitter.
Sinceramente não me atrevo a julgar ninguém, espero que o MP atue de forma exemplar para descobrir o criminoso e busque puni-lo. Mesmo que não fossem pessoas famosas, ou não tão famosas, pois como comentarei mais abaixo, quase não conheço o Sr. Ghiraldelli, mas voltando... é dever do MP buscar o(s) criminoso(s) e levá-lo(s) a Justiça.

O que sei sobre o Sr. Ghiraldelli...
Reconheço que não conheço o trabalho do filósofo Paulo Ghiraldelli Jr., muito menos do professor de filosofia da UFRRJ, o máximo que conheço é o que vi em uma entrevista ao Jô Soares que vi no Youtube, o que li nesta reportagem "Alunos da UFRRJ invadem palestra para protestar contra professor", um detalhe importante sobre esta é que vi o vídeo divulgado pelo Facebook primeiro, depois fui procurar sobre o ocorrido, respostas do filósofo Olavo de Carvalho, sejam pelo perfil deste ou por meio de divulgação de respostas feitas por sítios, como o exemplo a seguir, e o que observei no perfil do Twitter, já que não tive a chance de acessar o perfil dele no Facebook e me informar mais sobre.
Sei lá, talvez filosofia não seja a minha área...
Fonte: Reprodução/Internet.
Comentários finais
Para finalizar, como afirmei, o Sr. Ghiraldelli é inocente até que se encontre o culpado. Talvez este episódio sirva como exemplo de que tudo tem um certo limite, até mesmo a liberdade de expressão. E neste caso estou de acordo com tal limite, não se trata de uma ofensa a pessoa, como um simples xingamento, mas de um crime previsto no Código Penal e com uma possível punição de detenção, ou seja, alguém poderá passar um tempo na cadeia pelo o que aconteceu.
E já que a PEC-37 foi derrubada a um tempo atrás, que o MP atue na investigação ou acione os devidos órgãos técnicos, seja da Polícia Civil ou da Polícia Federal, buscando identificar o culpado, ou os culpados. Ou seja, o MP tem que fazer o seu dever e atuar!
Ao Sr. Ghiraldelli que falou sobre a fragilidade das redes sociais, talvez seja o caso dele repensar o meio que atua nestas e busque se salvaguardar de possíveis ataques, já que alega ter sofrido não só este, mas como outros ataques. Longe de mim querer me meter na vida das pessoas, mas a segurança dos seus perfis também depende do Sr., e já que é uma pessoa pública, busque meios eficientes de se proteger, e caso ocorra algum problema, acione as autoridades competentes.
A Sr.ª Sheherazade, busque os meios possíveis para que tal fato não seja esquecido e que se faça Justiça! Particularmente quase não concordo com o que esta Sr.ª opina/comenta, mas me solidarizo com ela neste momento e desejo que possa obter uma célere resposta da Justiça.
Então é isso, agora é esperar e ver o que acontece, com a esperança de que não seja mais um caso esquecido neste país!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Dep. Jean Wyllys e a liberdade de expressão

Um dos temas mais complexo na atualidade é a liberdade de expressão, que chega a ser um dos temas mais incompreendidos na atualidade, pois as pessoas não conseguem entender certos aspectos. Não pretendo esgotar o assunto, e seria presunção demais achar que poderia faze-lo em um único post. Então vamos lá!
Ter opinião e expressá-la é uma das coisas mais complexas nos dias de hoje. Muitas das vezes somos influenciados por diversos pontos de vistas e nem sempre atentamos para estas influências. E como algumas pessoas se reprimem, outras acabam falando/escrevendo o que pensam sem demais problemas. Porém, o problema começa quando outras pessoas começam a interpretar e pré-julgar comportamentos. Assim, é normal ver acusações de preconceito como, por exemplo, de racismo*.
Um caso que me chamou a atenção esses dias foi a resposta do Deputado Jean Wyllys, PSOL-RJ, a um cidadão no Twitter. O que vi na resposta do Dep. foi uma atitude intolerante e até certo ponto criminosa. Reproduzo abaixo os tweets, o do cidadão e a resposta do Dep..
Reprodução da troca de tweets entre um cidadão e o Dep. Jean Wyllys.
Fonte: Reprodução/Twitter
O que podemos observar é que o Sr. Valmir Cesar, um cidadão comum que utiliza-se do Twitter para emitir sua opinião sobre o Projeto de Lei da Câmara (PLC), ou simplesmente Projeto de Lei (PL) 122, que pretendia criminalizar a discriminação motivada unicamente na orientação sexual ou na identidade de gênero da pessoa discriminada, e sobre o comportamento do Dep., acaba sendo agredido de forma gratuita. A resposta do Dep., destacando a cor da pele e a característica física, chamando-o de burro, só por não concordar com o projeto e alegar que o Dep. estaria se passando por vítima, é uma agressão na minha opinião.
Não vou entrar nos méritos dos métodos do Dep. de querer coletivizar os indivíduos e utilizar métodos gramscianos, pois tais temas merecem posts próprios devido a complexidade das questões. Outro tema que não pretendo abordar aqui neste post é o PL 122 e crimes de preconceito/discriminatórios, que também devem ganhar posts próprios. O tema que quero caracterizar aqui é o direito a liberdade de expressão!
Não sei os motivos do Sr. Valmir ser contra o PL 122. Assim como creio que o Dep. também não deva saber os motivos da discordância. Mas este Sr. tem todo o direito de se opor ao PL, e os motivos podem ser desde o entendimento da não necessidade de tal PL, não concordar com os meios para se atingir os objetivos do PL ou quaisquer motivos que ele ache válido para discordar. E isso cabe a cada cidadão decidir por si, sejam quais forem os motivos que levem as pessoas concordarem ou não com o PL. Não é o simples fato do Sr. Valmir ser "um negro gordo" que devam fazer concordar com ele. E pressupor que o Sr. Valmir sofra discriminação por tais características é um erro, pois generaliza um comportamento criminoso de forma sem identificar possíveis autores. Aliás, chamá-lo de burro e destacando tais características não seria um ato discriminatório?
O Dep. tem meios para tentar se defender publicamente e o fez em um post no sítio da Carta Capital, o endereço para a resposta está aqui. No texto alega que sofre uma série de ataques, e que este episódio seria uma forma de difamá-lo. O Dep. também alega no texto que "alguém que é negro e gordo ser contra uma lei anti-discriminação de minorias é o fim do mundo, porque essa lei vai protegê-lo! É como uma mulher ser contra uma lei anti-violência de gênero (A Lei Maria da Penha)! E como um professor ser contra uma lei que garanta maior orçamento para a educação!". Concluindo que tal resposta seria uma forma de apontar a contradição em seu pensamento, e o alertando sobre seus preconceitos internalizados. E se bem me lembro, o Dep. não é psicólogo ou psiquiatra para diagnosticar, ainda mais através de um tweet, tal questão sobre possíveis preconceitos internalizados do Sr. Valmir.
O Dep. também pressupõe que "se alguém acha que dizer que outro é negro é uma ofensa, deveria refletir sobre o seu próprio racismo.". Creio que o Dep. não refletiu no momento de chamá-lo de burro e destacar certas características do Sr. Valmir. O problema não é chamar um negro de negro, ou um gordo de gordo, por mais que algumas pessoas se ofendam ao serem chamadas de gordas, o problema está no fato de tentar ou efetivamente ofender alguém e destacar certas características que em nada tem a ver com a possível ofensa a pessoa. E aqui gostaria de fazer um questionamento, chamar alguém de burro é ofensivo? Na minha humilde opinião, não, pois a burrice seria relativa a parâmetros pessoais de quem chama outra pessoa de burra. O problema neste episódio é o conjunto da obra. O erro do Dep. foi querer agredir o Sr. Valmir chamando-o de burro e destacando certas características dele. Assim, poderia até ter chamado o Sr. Valmir de burro, e ele teria todo o direito de se ofender ao ser chamado de burro. Mas quando o Dep. foi além disso, acabou por cruzar a tênue linha entre um simples "burro" e a discriminação. Comportamento este que foi identificado por outras pessoas. E que, como antecipei um pouco acima e devo abordar em post próprio, parece ser um método bem estruturado, pois é com certa frequência que o Dep. ofende outras pessoas e acaba se fazendo de vítima.
Para finalizar, creio que todos tem direito de se expressar, de divulgar suas opiniões, podendo até mesmo utilizar "palavras de baixo calão", vulgo palavrões para "ofender" outras pessoas. Bem como os ofendidos tem todo o direito de buscar retratações, seja por meios amistosos ou judiciais, ressaltando que atos criminosos devem ser comunicados para posterior punição e/ou indenização. Porém, é necessário entender um pouco sobre as Leis que regem este país, pois talvez não seria um simples "burro" uma ofensa digna de movimentar uma ação no Judiciário. E também vale buscar entender que alguns termos são simplificações generalistas para a preguiça de argumentar ou para a falta de paciência em redigir respostas.
E deixo expresso que caso alguma das partes se sinta ofendida, abro espaço para que coloquem seus argumentos e/ou respostas aqui no blog.

A Lei pretende proteger as pessoas, mas é efetiva?
Aproveitando o post, já que escrevi minha opinião sobre o ocorrido. Quero deixar um recado ao Dep. que no dia que entender que uma Lei efetivamente não protege ninguém, vai poder compreender um pouco mais sobre o mundo real. Pois não vejo ninguém se reprimindo de discriminar alguém por causa de uma Lei, assim como também não vejo pessoas não se agredindo por determinação de uma outra Lei. O exemplo do professor, na minha opinião, ficou fora do contexto, e este tema também merece um post próprio, afinal, a questão da educação é meramente falta de orçamento ou de diversos fatores? Mas deixemos isso para outra oportunidade.
Voltando a questão da Lei proteger ou não as pessoas. O máximo que as Leis podem fazer é punir as pessoas que se comportam contra o que foi determinado como errado. Assim como a entidade Estado não protege ninguém, pois se trata de uma abstração. E seus agentes de segurança, ou seja, a polícia, não tem meios de prevenir certos tipos de crimes, só podendo atuar de forma reativa na maioria das vezes. Até mesmo o Judiciário entra após o ocorrido nestas situações. Assim, não tem como uma Lei proteger efetivamente as pessoas, o que pode ocorrer é uma coação dos possíveis autores devido ao medo da pena a ser imposta por infringir determinado comportamento.

* - Como ainda estou no início do blog, vejo a necessidade de um parêntese nesse ponto para explicar algumas coisas. É muito a contra gosto que uso esse termo, pois não consigo concordar com essa ideia de raças entre os seres humanos. Por mais que falem que não seja o objetivo dos que o utilizam, este termo abre brechas a teorias de que se existem raças e que estas podem ser identificadas, medidas e qualificadas, fazendo com que exista a ideia de superioridade e inferioridade. Não vou entrar no mérito de algumas questões, talvez no dia que for abordar este assunto de forma mais específica, possa falar sobre a diferenciação entre os seres humanos.