Bem, vou ter que voltar ao assunto do momento: os cuspes dos deputados que não tem a menor noção de decoro parlamentar!
Primeiro gostaria de retificar uma informação. No vídeo em que vi a reportagem da Rede Record, tinha entendido que o Dep. Jean Wyllys teria premeditado o ato de cuspir no Dep. Jair Bolsonaro, quando na verdade ele relata ao Dep. Chico Alencar que cuspiu no Bolsonaro, ou seja, a falava foi posterior ao ato. Desta forma, peço desculpas pela falha e reitero o pedido a Wyllys. Mas deixo bem claro que só peço desculpas por está falha na narrativa, pois continuo achando um absurdo o ato praticado pelo parlamentar.
Por esse motivo, recrimino publicamente o Dep. Eduardo Bolsonaro que mentiu descaradamente em seu vídeo ao afirmar que jamais cuspiria em outro parlamentar por não ser essa a conduta correta. Pois bem, em um vídeo que registra a confusão por outro ângulo, foi registrado o cuspe de Eduardo na direção de Wyllys. Clique aqui para assistir o vídeo na reportagem do Jornal Extra.
Já que retornei ao tema, volto a questão do controle da narrativa também. Em post publicado pela assessoria de comunicação do Dep. Jean Wyllys, tentam de alguma forma justificar o ato de Wyllys pelo passado de destemperos de Bolsonaro. Bolsonaro pode ser um energúmeno, mas não existe desculpa para a cusparada de Wyllys. Que Wyllys fizesse o correto e entrasse com uma queixa no Conselho de Ética da Câmara, mas ao agir como uma lhama, perdeu a razão, por mais que tivesse sido provocado. Podem falar que Wyllys não tem "sangue de barata" e tal, mas errou e deve ser punido. Assim com errou Eduardo ao revidar cuspindo em Wyllys!
Wyllys e Eduardo merecem a cassação do mandato por quebra do decoro parlamentar sim! A Câmara dos Deputados já é exótica demais para que esses dois pensem que estão interpretando lhamas em um zoológico! Já não bastam os políticos paquidérmicos que tanto atrasam o Brasil?
Lhamas se encarando. Será que podem ser eleitas como deputadas no Brasil?
Outro ponto é a falta de provas documentais sobre os relatos de Wyllys sobre tais xingamentos que alega ter sido vítima. Lembro que Wyllys gravou ou transmitiu, não sei ao certo, o voto do Dep. Ivan Valente, e coloco o link do vídeo do voto para demonstrar o que vou falar. Hoje a tecnologia é farta e qualquer pessoa pode gravar ou transmitir um vídeo ao vivo. Tanto que Wyllys o fez durante o voto de Ivan Valente e Eduardo usou o celular para gravar a agressão de Wyllys a Bolsonaro. Então pergunto: onde estão os companheiros do PSOL para ajudar Wyllys a registrar os fatos e corroborar com provas documentais o que alega? Ficar nas afirmações é muito pouco quando se pode registrar tudo em vídeo. Podem alegar manipulação depois, como ocorreu no caso do vídeo do Eduardo, mas com tantas mentiras e tentativas de jogar com a opinião pública, nunca é demais se resguardar né? (Nada a ver com o caso, mas para ilustrar o que quero falar, gostaria de comentar rapidamente o que ocorreu com Tico Santa Cruz no voo da Gol. Quem leu o relato do artista pode achar que ele foi uma vítima inocente, mas poderá perceber nesse vídeo, que ele só inicia a gravação com o próprio celular após ser comunicado que não iria permanecer no avião. Desta forma, usou da tecnologia para gravar o que lhe interessava. Mas como não vou tratar desse caso, encerro aqui o comentário.)
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Aproveitando o tema sobre punições, vou comentar o circo que se formou após o voto de Bolsonaro com direito a dedicatória ao Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.
Vi diversas reportagens e posts de indignados sobre tal dedicatória. Da minha parte Bolsonaro não terá elogios pelo ato imbecil que praticou ao citar o Coronel Ustra em seu voto, mas também não terei uma indignação seletiva como a dos militantes esquerdistas. Repudio veementemente todos os deputados que citaram terroristas, assassinos, torturadores e afins, como Carlos Marighella, Luis Carlos Prestes, Leonel Brizola, dentre outros! Você pode ver os vários absurdos ditos durante a votação da admissibilidade do processo de impeachment neste link e neste outro link. Só quem nunca assistiu uma votação pela TV Câmara ou TV Senado que se assusta com o nível dos parlamentares brasileiros.
Por fim, também vi, por meio de um post (clique aqui para ver o post) na página do Dep. Chico Alencar, que o PSOL entrará com uma denúncia por apologia ao crime junto ao Ministério Público e outros órgãos contra Bolsonaro. Tal ato, vindo do PSOL, não me surpreende em nada! Mas questiono a falta de uma oposição real e mais combativa aos criminosos da esquerda e extrema-esquerda. A oposição que gostaria de ver, deveria denunciar todos os deputados que citaram terroristas e afins, sem exceção! Porém, não posso esperar muito dos políticos que habitam o Congresso Nacional, principalmente dos esquerdistas moderatos que fingem fazer oposição e não passam de uma farsa para angariar votos na primeira oportunidade com esse falso discurso.
E não pensem que o voto nas próximas eleições mudará algo nesse país. Em um próximo texto irei tratar do sistema eleitoral brasileiro e vou mostrar que ele foi projetado para ser podre mesmo.
Ontem o Brasil acompanhou a votação pela admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Muitos brasileiros se assustaram com o nível dos discursos, talvez por não acompanharem a política de perto, talvez por não assistirem votações da Câmara ou do Senado.
Realmente era um circo de horrores. Muitos deputados justificavam seus votos das mais diversas formas possíveis, ou diria impossíveis. Como o brasileiro também não entende das legislações que embasam o processo de impeachment, tudo isso virou piada rapidamente. A intenção não é me prender aos absurdos que foram ditos, isso daria um texto a parte. Esse post é para abordar a fanfic criada após um ato que joga o decoro parlamentar no lixo!
Quando saiu a notícia sobre o Dep. Jean Wyllys cuspindo no Dep. Jair Bolsonaro, já estranhei a história. Pois sei como alguns esquerdistas agem para jogar para as suas militâncias e manipulam as emoções de seus seguidores. E podem ter certeza, Wyllys sabe como manipular muito bem seus seguidores, principalmente quando a outra parte é o Bolsonaro. Basta ver o post de Wyllys no Facebook, reproduzido abaixo.
Post do Dep. Jean Wyllyscom seus argumentos para o ato praticado em sua página do Facebook
Em uma das reportagens que li após o ocorrido, Wyllys alegava que tinha sido xingado e que Bolsonaro tentou agarrar o braço dele. Pois então, nas primeiras imagens de vários vídeos já tinha visto que a parte em que Wyllys alegava que Bolsonaro tentou agarrar o braço dele era mentira, como pode ser visto no vídeo abaixo. E para mentir sobre as ofensas não faria muita diferença diante seu discurso de apelo emocional de ofendido.
Vídeo que mostra o Dep. Jean Wyllys cuspindo na direção do Dep. Jair Bolsonaro
Também tinha notado que o Dep. Eduardo Bolsonaro, filho de Bolsonaro e deputado federal por São Paulo, estava gravando pelo celular e esperava pela divulgação do vídeo, que iria comprovar as ofensas ou não. E não foi surpresa nenhuma quando o vídeo foi divulgando comprovando que não teve xingamento nenhum, mas teve "Tchau querida!"!
Porém, antes de assistir o vídeo do Eduardo Bolsonaro, gostaria que você assistisse a um vídeo da Rede Record que mostra Wyllys contando ao Dep. Chico Alencar que iria cuspir na cara de Bolsonaro, tornando-o, no mínimo, cúmplice dos atos que iria praticar. Para assistir o vídeo, clique aqui.
Agora que você assistiu a reportagem da Rede Record sobre a premeditação de Wyllys. Assista o vídeo do Eduardo Bolsonaro sobre o acontecimento de ontem clicando aqui. Peço que assista o vídeo todo, mas se quiser assistir Bolsonaro "ofendendo" Wyllys com "Tchau querida!", pode avançar o vídeo para 2 minutos e 54 segundos.
A pergunta que faço para finalizar esse post é: como fica a narrativa da história com os fatos revelados nos vídeos? A esquerda vive de controlar as narrativas, mas a fanfic de Wyllys foi desmontada pelos fatos registrados nos vídeos! Não existe nenhuma outra realidade paralela em que os fatos mudem e que tornem o ato praticado em algo diferente de um erro. E se Bolsonaro entrar com o processo contra Wyllys por quebra de decoro parlamentar, vai ser muito difícil inventar uma desculpa com tantos vídeos mostrando a verdade.
Começo o texto avisando que não pretendo agradar a nenhuma das partes envolvidas no assunto, ou seja, é muito provável que gostem de algumas partes e odeiem outras. Com este aviso, vamos a "polêmica"!
Vamos começar pelo primeiro...
Beijo entre Félix e Niko na novela "Amor à vida".
Fonte: Reprodução/Rede Globo.
O beijo entre Félix e Niko, respectivamente Matheus Solano e Thiago Fragoso, pode ter sido o primeiro beijo gay em uma novela da Rede Globo, mas não foi o primeiro da televisão brasileira. Não me lembro bem quando comecei a assistir novelas, mas teve um longo período em que parei de assistir e praticamente acompanhar o que acontecia. Assim, não tenho como falar se foi o primeiro ou não, mas Bianka Carbonieri escreveu, em 9 de setembro de 2012, sobre o primeiro beijo gay na TV. Assim, passo a alguns comentários e questionamentos.
Lembro de ver alguns programas na MTV Brasil, onde a proposta de um desses programas era arrumar um namorado ou uma namorada para os participantes. Lembro de programas dedicados aos homoafetivos*, onde rolavam beijos sem nenhum problema, mas a MTV Brasil era um canal de TV por assinatura e de público restrito né? Ou seja, assistia quem desejava, não é como a Rede Globo.
Como falei, teve um longo período em que não acompanhei mais nenhuma novela, mas acabava assistindo algum capítulo em um dia ou outro. E de um tempo para cá tenho notado a presença de casais homoafetivos, sejam casais gays ou lésbicos. E falando de casal lésbico, lembro que o beijo lésbico da novela "Amor e revolução", do SBT causou certo debate, muito antes do beijo da Globo, mas nada como o beijo da novela "Amor à vida".
Beijo entre Marcela e Marina na novela "Amor e revolução".
Fonte: Reprodução/SBT.
Pra começo de conversa, não é o primeiro beijo gay em novela. Já houve um lésbico numa do SBT, não? Segundo consta — e não vi mesmo —, há duas jovens se pegando no BBB, com beijos de boca destrancada, não é isso? Duas questões, então, se colocam:
– beijo gay de mulheres não vale? Não é revolucionário o bastante?
– beijo entre mulheres não provoca frisson político? Por que não?
Explico. Porque as mulheres, vejam vocês, ainda são, sim, discriminadas de várias formas no país e na política. A militância gay — e não venham torrar a minha paciência com mimimi — não gosta muito das lésbicas, como elas sabem e como eles sabem. Mais: o beijo lésbico não gera muita confusão porque, no fim das contas, boa parte da macharia “curte o lance” — não é mesmo? E as mulheres são oferecidas, a exemplo do que ocorre no BBB, à “espiação” (se me permitem, com “s” mesmo…) e à expiação. Ou por outra: o rala-e-rola entre as moças serve ao voyeurismo masculino; aquele feito por homens não costuma excitar a imaginação das mulheres — não há testemunhos a respeito que eu saiba; não interessa aos homens heterossexuais e é dirigido exclusivamente ao público gay — aos, em suma, homens, que seguem sendo protagonistas, porque homens, da militância gay.
Continuando com o leitura do texto do Reinaldo Azevedo, chega-se em um ponto importante, o qual fiz comentário em meu perfil no Facebook. Aquele selinho entre Félix e Niko abriu precedente para um beijo de verdade, com direito a língua, como foi o beijo entre as personagens da novela do SBT, ou todos os que vierem serão "meigos", "bonitos", "sem apelação" e afins? Aliás, qualquer casal, seja hétero ou homo, se beija daquele jeito na intimidade?
Outro ponto, nas novelas mostra-se beijos de um casal hétero, onde um aparece quase engolindo o outro, e em alguns casos acaba com a introdução de cena de sexo, ainda nada muito explícito, quer dizer, acho que ainda não rolou nada muito explícito na TV em tal horário né? Porque já vi cenas de mini-séries que mais um pouco acabam com classificação de 18 anos, mas vou falar um pouco sobre isso mais a frente. Então voltando, será que alguma emissora irá mostrar uma cena assim entre um casal homo? Ou seria ofensivo demais a audiência ver um casal homo se beijando e dando a entender que irão fazer sexo? Ou casais homo vivem de selinhos e não praticam sexo?
Se há alguém desarvorado com o risco de que haja um surto de gayzismo por causa da novela, pode relaxar. Não vai acontecer. Talvez uns e outros resolvam, seguindo a agenda, se beijar em público, estimulados pelo proselitismo. E daí? Se você não gosta de ver, vire a cara e cuide de sua vida. Não é da sua conta. [...]
Como vou explicar isso para uma criança...
Um dos argumentos utilizados pelos religiosos para tentar vetar o beijo de um casal homo é de que seria difícil de uma criança entender. E isso me fez lembrar de um questionamento que vi pelo Facebook. Como explicar a uma criança a cena reproduzida na imagem abaixo?
Aline esfaqueia Ninho, cena da novela "Amor à vida".
Fonte: Reprodução/Rede Globo.
Alguém saberia me dizer qual era a classificação indicativa, ou seja, a faixa etária do público para a qual a novela "Amor à vida" foi definida?
Para quem não sabe, a novela foi classificada como não recomendada para menores de 12 anos, que pode ocupar a faixa de horário das 20 h às 6 h. Sei que a Wikipedia não é a melhor fonte, mas a descrição desta classificação é a seguinte:
O filme e/ou programa de TV é recomendado para pessoas com mais de 12 anos de idade. Pode conter nudez sem mostrar partes íntimas (opaca ou velada), insinuação de sexo e masturbação, beijo erotizado com carícias íntimas, linguagem obscena, depreciativa, chula, de baixo calão e de conteúdo sexual, gesto obsceno, estigma, agressão verbal, violência (assassinato, presença de sangue, lesão corporal, agressão física, maus tratos a animais, sofrimento da vítima), tensão, exposição de pessoas em situação constrangedora ou degradante, conflitos psicológicos, narração detalhada de crime e atos agressivos, exposição de cadáver, consumo de drogas lícitas e álcool, e insinuação de consumo de drogas ilícitas.
Podemos concluir que "Amor à vida" não é um programa destinado a crianças né? Então, antes de tentarem utilizar o argumento de como irão explicar, seja a cena do beijo ou a das facadas, reflitam se crianças deveriam estar assistindo a tal programa. Porém, a classificação indicativa é um auxílio do governo para que as pessoas possam se situar em relação ao programa, mas todos tem o livre arbítrio de assistir o que quiserem, e caso sejam pais, deixarem as crianças assistirem ou não. O governo não pode entrar na sua casa e mandar em você ou na sua família!
Tocando no assunto livre arbítrio, se você não gosta de certos programas, não tem obrigação nenhuma de assistir. Assim como também não tem obrigação de se posicionar sobre tudo neste mundo. A não ser que você seja uma pessoa "polêmica", ai irão correr atrás da sua opinião. E para que fazem isso? Para ter manchete para vender "notícia". Será que isso é válido?
Se você não viu o beijo na novela, é porque você é homofóbico!
Vi pessoas falando de boicote ao último capítulo da novela devido ao beijo, quando foi anunciado que este não bateu o recorde de audiência. Pela prévia do Ibope, o último capítulo obteve 44 pontos, enquanto o maior índice foi de 48. Vale lembrar que este índice é baseado em medições do Estado de São Paulo e extrapolados para o Brasil. Será que o Ibope é tão importante assim? Será que é realmente representativo em relação ao país?
Mas vamos a alguns questionamentos sobre o suposto boicote. As pessoas são obrigadas a assistirem o que não desejam? É válido taxar as pessoas por não desejarem assistir algo? Onde fica o livre arbítrio das pessoas de assistirem o que desejam?
Opinião de Jean Wyllys sobre o beijo na novela, mas sem provocar os opositores não vale né?
Fonte: Reprodução/Twitter.
Assim, creio que o tal beijo não mudou efetivamente nada no país, pessoas preconceituosas continuarão com seus preconceitos, sejam estes velados ou escancarados. Bem, talvez tenha mudado para algumas pessoas, li relatos de que alguns pais tentaram se redimir com seus filhos homoafetivos. Mas será que é uma aceitação verdadeira ou medo do que pode acontecer quando ficarem idosos e/ou talvez dependentes dos filhos?
Alguém acredita que o César, Antonio Fagundes, magicamente aceitou o filho? A novela tinha que acabar e não poderiam deixá-lo como homofóbico né? Séria muito feio o filho fazer de tudo para que o pai tivesse uma vida agradável e este o tratasse mal até a morte né?
É nessas horas que as pessoas devem se lembrar que novela é uma obra de ficção! Quantos pais passam o resto de suas vidas sem aceitar o filho homoafetivo? Isso quando o filho pode assumir sua homoafetividade! Alguns pais acabam até desrespeitando e/ou tornando a vida do filho um inferno quando descobrem. Existem pais que tiram direitos legais, como o de herança, de seu filho pelo fato de ser homoafetivo. E vale lembrar que alguns pais lutam contra o companheiro de seu filho, quando este morre, para tomar o que estes construíram em vida. Então tenho que discordar dessas pessoas que acham que um beijo em uma novela irá resolver várias situações complexas, se esquecendo que existem Leis que precisam de mudanças para que algumas dessas situações não aconteçam mais. Só para deixar claro, sou a favor das liberdades individuais, assim sendo, sou a favor da união homoafetiva, com todos os direitos que qualquer casal hétero tem. Só não vou entrar no debate se devem chamar de casamento ou não, isso pode ficar para outra oportunidade.
Félix, teve um final feliz, mas ele não teria que pagar pelos crimes que cometeu?
Lendo a opinião do Sr. Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia, sobre o final da novela, destaco o seguinte trecho:
[...] A população brasileira vibrou com essa novela, que colaborou com certeza para desconstruir parte da homofobia nacional, mudando sua opinião em relação ao gay mau-caráter para vê-lo como um gay ser humano igual a qualquer outro com afeto, com tesão e com direito a através de um beijo na boca selar o seu amor romântico.
O que me surpreende na opinião do Sr. Mott é que parece que homoafetivos não deveriam ser consideradas pessoas normais, com qualidades e defeitos, que talvez estes estariam isentos de qualquer punição pelo fato de serem homoafetivos. Para mim pouco importa se é hétero ou homo, branco ou negro, pobre ou rico, ou o que for, se cometeu um crime, deve ser julgado!
Será que Félix deveria ter o perdão de todos os seus crimes por ser homoafetivo ou deveria ser julgado por estes, independente de sua homoafetividade. Segundo advogados, Félix poderia pegar até 76 anos de cadeia caso fosse levado a Justiça. Ai alguém poderia perguntar se as outras personagens que cometeram vários crimes deveriam ir para a cadeia também né? E respondo com um sonoro: Claro! Todas as pessoas que cometem crimes devem ser punidas, mas novela é ficção e ninguém se importa que Félix tenha cometido crimes e não tenha sofrido as punições cabíveis, o mais importante é que ele beijou seu companheiro no final e conseguiu o amor do pai, até então homofóbico escancarado.
As pessoas que se preocupam com as mensagens que são passadas pelas novelas as vezes se esquecem desses detalhes. Qual é a mensagem que fica dessa história toda? A mensagem que pode ficar é a de impunidade! Quantos crimes foram cometidos na novela toda? Quantos foram investigados e julgados? Quantos foram condenados? Quais foram suas penas? Se bem me lembro só o Ninho ficou preso! Bem, a Aline tinha dinheiro de sobra para ajudar a subornar os guardas da prisão, e acabou morrendo na cerca eletrificada durante a tentativa de fuga, então a mensagem que ela deixa é a de que se gaste o dinheiro para sair pela porta da frente, é mais seguro.
Rede Globo, de vilã a heroína, pelo menos durante alguns segundos... e tudo por causa de um único beijo!
Uma das coisas mais engraçadas nessa história toda, fora a histeria de ambos os lados por certos detalhes, alguns destes que comentei aqui no texto, é a parte sobre o papel da Rede Globo nisso tudo. Sério, foi muito engraçado ver alguns que falam que a Rede Globo manipula as pessoas, se emocionando com a cena do beijo, falando que foi histórico, que foi uma vitória e blá blá blá. Não sei se esses militantes conseguem enxergar a hipocrisia nas próprias palavras, mas do jeito que são, já devem estar acusando a Rede Globo de ser manipuladora, de querer dar um golpe de Estado e todo aquele mimimi chato e cansativo de novo.
E para registro, a Rede Globo tinha três opções para a cena, e escolheram a do selinho. A dúvida que me resta é, vão ficar pentelhando a Rede Globo para ter mais beijos ou já se contentaram com esse ai? Vão ficar enchendo o saco com o papo de manipulação e no próximo beijo vão se emocionar e esquecer o discurso de manipulação da população durante a cena? Mostra beijo entre personagens homoafetivos não seria manipulação da população?
Por mim, se tem casal homo, mostra a relação direito, com direito a vários beijos e se tiverem coragem e couber no contexto da história, com direito a cenas mais quente! Ou casais homo são pessoas tímidas que não se beijam na boca nem quando estão sozinhas em casa?
Antes que alguém me chame de homofóbico!
Assim como não sou de assistir muitas novelas, também não sou de acompanhar séries de TV. Mas lembro de assistir alguns episódios de duas séries com temática homoafetiva. As séries foram Queer as Folk e The L Word, a primeira com ênfase em gays e a segunda em lésbicas, ambas abordavam o dia a dia, problemas de relacionamento, preconceitos e outros temas.
Logos, respectivamente, de Queer as Folk e The L Word.
Fonte: Reprodução/Internet (Adaptada).
Assisto filmes sobre o assunto, frequentei festas voltadas ao público LGBT e tenho amigos homoafetivos, odeio esse clichê de usar os amigos, pois são meus amigos independentes dos rótulos que a sociedade necessita para tentar "entender" a pessoa. E vejo que a vida poderia ser muito fácil se as pessoas não se importassem com um fato que não deveria importar a mais ninguém, a não ser a pessoa.
Assim como não gosto que se metam na minha vida, não fico me metendo na vida alheia, cada um tem a sua e sabe o que é melhor para si. Sou a favor das liberdades individuais e igualdade de direitos entre as pessoas, independente de gênero, etnia, "orientação sexual" e afins. Por mim, podem andar de mãos dadas, se beijar, se unir, ter filhos e tal, como qualquer cidadão, a única coisa que não aceito é forçação de barra, pessoas têm todo o direito de achar que homoafetivos vivem em pecado e todo aquele blá blá blá religioso ou não, e falar isso abertamente, pois isso faz parte da liberdade de expressão. Ninguém é obrigado a aceitar, mas mesmo não aceitando é necessário ter certo respeito, talvez alguns não saibam o significado desta palavra, nesse caso recomendo que se afaste da pessoa e a deixe falando sozinha. E por favor não se esqueçam que se opor e/ou não aceitar não pode ser confundido com homofobia, por mais que os argumentos para se opor sejam idiotas, homofobia, assim como alguns crimes de ódio tem uma série de requisitos para serem caracterizado e validados como crimes.
E como demorei um pouco para finalizar o texto, acabou que o pessoal do 5 Alguma Coisa lançou um vídeo sobre o assunto e achei muito legal, muito divertido e deixo-o para finalizar o texto com um pouco de humor sobre o assunto.
* - Enquanto alguns preferem ficar na guerra entre homossexualismo e homossexualidade, prefiro o termo homoafetividade por entender que um relacionamento entre pessoas contém mais aspectos do que o aspecto restrito ao cunho sexual. Mas cada um usa o termo que julgar melhor.
E não me venham com aquele papo de que ~ismo é para doença, a não ser que tenha ótimos argumentos para explicar o porquê de feminismo não ser considerado doença por conter ~ismo. Podem tentar apelar para a história de que homossexualismo era utilizado em determinada época como referência a doença, mas ai pergunto se ainda estamos naquela época ou já avançamos? Então, se a pessoa tentar demonstrar que a homossexualidade é uma doença, o problema seria a palavra utilizada ou o pensamento errado sobre o tema?
Outra coisa, o preconceito das pessoas podem continuar existindo mesmo que falem homossexualidade. Assim, mais importante que a palavra utilizada, é a forma que as pessoas se expressam. E utilizar uma palavra ou expressão "politicamente correta" não vai acabar com o preconceito das pessoas.
Um dos temas mais complexo na atualidade é a liberdade de expressão, que chega a ser um dos temas mais incompreendidos na atualidade, pois as pessoas não conseguem entender certos aspectos. Não pretendo esgotar o assunto, e seria presunção demais achar que poderia faze-lo em um único post. Então vamos lá!
Ter opinião e expressá-la é uma das coisas mais complexas nos dias de hoje. Muitas das vezes somos influenciados por diversos pontos de vistas e nem sempre atentamos para estas influências. E como algumas pessoas se reprimem, outras acabam falando/escrevendo o que pensam sem demais problemas. Porém, o problema começa quando outras pessoas começam a interpretar e pré-julgar comportamentos. Assim, é normal ver acusações de preconceito como, por exemplo, de racismo*.
Um caso que me chamou a atenção esses dias foi a resposta do Deputado Jean Wyllys, PSOL-RJ, a um cidadão no Twitter. O que vi na resposta do Dep. foi uma atitude intolerante e até certo ponto criminosa. Reproduzo abaixo os tweets, o do cidadão e a resposta do Dep..
Reprodução da troca de tweets entre um cidadão e o Dep. Jean Wyllys.
Fonte: Reprodução/Twitter
O que podemos observar é que o Sr. Valmir Cesar, um cidadão comum que utiliza-se do Twitter para emitir sua opinião sobre o Projeto de Lei da Câmara (PLC), ou simplesmente Projeto de Lei (PL) 122, que pretendia criminalizar a discriminação motivada unicamente na orientação sexual ou na identidade de gênero da pessoa discriminada, e sobre o comportamento do Dep., acaba sendo agredido de forma gratuita. A resposta do Dep., destacando a cor da pele e a característica física, chamando-o de burro, só por não concordar com o projeto e alegar que o Dep. estaria se passando por vítima, é uma agressão na minha opinião.
Não vou entrar nos méritos dos métodos do Dep. de querer coletivizar os indivíduos e utilizar métodos gramscianos, pois tais temas merecem posts próprios devido a complexidade das questões. Outro tema que não pretendo abordar aqui neste post é o PL 122 e crimes de preconceito/discriminatórios, que também devem ganhar posts próprios. O tema que quero caracterizar aqui é o direito a liberdade de expressão!
Não sei os motivos do Sr. Valmir ser contra o PL 122. Assim como creio que o Dep. também não deva saber os motivos da discordância. Mas este Sr. tem todo o direito de se opor ao PL, e os motivos podem ser desde o entendimento da não necessidade de tal PL, não concordar com os meios para se atingir os objetivos do PL ou quaisquer motivos que ele ache válido para discordar. E isso cabe a cada cidadão decidir por si, sejam quais forem os motivos que levem as pessoas concordarem ou não com o PL. Não é o simples fato do Sr. Valmir ser "um negro gordo" que devam fazer concordar com ele. E pressupor que o Sr. Valmir sofra discriminação por tais características é um erro, pois generaliza um comportamento criminoso de forma sem identificar possíveis autores. Aliás, chamá-lo de burro e destacando tais características não seria um ato discriminatório?
O Dep. tem meios para tentar se defender publicamente e o fez em um post no sítio da Carta Capital, o endereço para a resposta está aqui. No texto alega que sofre uma série de ataques, e que este episódio seria uma forma de difamá-lo. O Dep. também alega no texto que "alguém que é negro e gordo ser contra uma lei anti-discriminação de minorias é o fim do mundo, porque essa lei vai protegê-lo! É como uma mulher ser contra uma lei anti-violência de gênero (A Lei Maria da Penha)! E como um professor ser contra uma lei que garanta maior orçamento para a educação!". Concluindo que tal resposta seria uma forma de apontar a contradição em seu pensamento, e o alertando sobre seus preconceitos internalizados. E se bem me lembro, o Dep. não é psicólogo ou psiquiatra para diagnosticar, ainda mais através de um tweet, tal questão sobre possíveis preconceitos internalizados do Sr. Valmir.
O Dep. também pressupõe que "se alguém acha que dizer que outro é negro é uma ofensa, deveria refletir sobre o seu próprio racismo.". Creio que o Dep. não refletiu no momento de chamá-lo de burro e destacar certas características do Sr. Valmir. O problema não é chamar um negro de negro, ou um gordo de gordo, por mais que algumas pessoas se ofendam ao serem chamadas de gordas, o problema está no fato de tentar ou efetivamente ofender alguém e destacar certas características que em nada tem a ver com a possível ofensa a pessoa. E aqui gostaria de fazer um questionamento, chamar alguém de burro é ofensivo? Na minha humilde opinião, não, pois a burrice seria relativa a parâmetros pessoais de quem chama outra pessoa de burra. O problema neste episódio é o conjunto da obra. O erro do Dep. foi querer agredir o Sr. Valmir chamando-o de burro e destacando certas características dele. Assim, poderia até ter chamado o Sr. Valmir de burro, e ele teria todo o direito de se ofender ao ser chamado de burro. Mas quando o Dep. foi além disso, acabou por cruzar a tênue linha entre um simples "burro" e a discriminação. Comportamento este que foi identificado por outras pessoas. E que, como antecipei um pouco acima e devo abordar em post próprio, parece ser um método bem estruturado, pois é com certa frequência que o Dep. ofende outras pessoas e acaba se fazendo de vítima.
Para finalizar, creio que todos tem direito de se expressar, de divulgar suas opiniões, podendo até mesmo utilizar "palavras de baixo calão", vulgo palavrões para "ofender" outras pessoas. Bem como os ofendidos tem todo o direito de buscar retratações, seja por meios amistosos ou judiciais, ressaltando que atos criminosos devem ser comunicados para posterior punição e/ou indenização. Porém, é necessário entender um pouco sobre as Leis que regem este país, pois talvez não seria um simples "burro" uma ofensa digna de movimentar uma ação no Judiciário. E também vale buscar entender que alguns termos são simplificações generalistas para a preguiça de argumentar ou para a falta de paciência em redigir respostas.
E deixo expresso que caso alguma das partes se sinta ofendida, abro espaço para que coloquem seus argumentos e/ou respostas aqui no blog.
A Lei pretende proteger as pessoas, mas é efetiva?
Aproveitando o post, já que escrevi minha opinião sobre o ocorrido. Quero deixar um recado ao Dep. que no dia que entender que uma Lei efetivamente não protege ninguém, vai poder compreender um pouco mais sobre o mundo real. Pois não vejo ninguém se reprimindo de discriminar alguém por causa de uma Lei, assim como também não vejo pessoas não se agredindo por determinação de uma outra Lei. O exemplo do professor, na minha opinião, ficou fora do contexto, e este tema também merece um post próprio, afinal, a questão da educação é meramente falta de orçamento ou de diversos fatores? Mas deixemos isso para outra oportunidade.
Voltando a questão da Lei proteger ou não as pessoas. O máximo que as Leis podem fazer é punir as pessoas que se comportam contra o que foi determinado como errado. Assim como a entidade Estado não protege ninguém, pois se trata de uma abstração. E seus agentes de segurança, ou seja, a polícia, não tem meios de prevenir certos tipos de crimes, só podendo atuar de forma reativa na maioria das vezes. Até mesmo o Judiciário entra após o ocorrido nestas situações. Assim, não tem como uma Lei proteger efetivamente as pessoas, o que pode ocorrer é uma coação dos possíveis autores devido ao medo da pena a ser imposta por infringir determinado comportamento.
* - Como ainda estou no início do blog, vejo a necessidade de um parêntese nesse ponto para explicar algumas coisas. É muito a contra gosto que uso esse termo, pois não consigo concordar com essa ideia de raças entre os seres humanos. Por mais que falem que não seja o objetivo dos que o utilizam, este termo abre brechas a teorias de que se existem raças e que estas podem ser identificadas, medidas e qualificadas, fazendo com que exista a ideia de superioridade e inferioridade. Não vou entrar no mérito de algumas questões, talvez no dia que for abordar este assunto de forma mais específica, possa falar sobre a diferenciação entre os seres humanos.